Crime eleitoral: A promessa do candidato

Videira – O Brasil precisa fazer uma mudança radical ao seu sistema político. O brasileiro é, antes de tudo, um infiel. Um compulsivo fazedor de promessas. É evidente que alguns não o são. Contudo, não cabe esse pensamento de exceção num breve olhar para a política em período eleitoral.

Essa comprovação ouvimos no horário político quando o candidato a deputado Federal assim se expressa: “se eleito for vou trazer muito dinheiro para a Saúde, quero a devolução do nosso dinheiro, pagamos muito e recebemos pouco”. Pura mentira, não acredite nisto. Hoje, o governo gasta metade da verba da saúde com a sua burocracia, seus burocratas.

Esse candidato deveria ter como meta uma reforma tributária descente e justa, onde o dinheiro da saúde já ficaria no município ou na região. O custo com a burocracia ficaria em apenas 10% e aí sobraria muito mais recursos para aplicar efetivamente na saúde. Sabe por quê o seu deputado não faz isto? Ele quer trazer um cheque e “tirar um retrato” para mostrar que é bonzinho e dessa forma subjugar o eleitor para garantir sua reeleição.

Essa ladainha se repete em todos os níveis e em todos os setores, como educação, agricultura, infraestrutura, cultura, segurança e nos demais.

Sabemos que em nações politicamente organizadas a infidelidade partidária e a promessa eleitoreira não cumpridas são veementemente repudiadas. No Brasil não há, nunca houve e nem haverá, seriedade ou compromisso com a palavra dada ou empenhada pelo candidato na época das eleições. Ao iniciar-se na arte da política, a primeira coisa que o candidato aprende é a prometer e depois não cumprir.

A promessa é o “melhor” produto do marketing eleitoral. Não existe campanha eleitoral sem promessa e caixa dois. Não se ganham eleições sem grandes promessas e sem uma pilha de reais para os gastos de impossível contabilização, como, compra de adesões, pagamento de cabos eleitorais e acerto financeiro com as bases.

Vamos relembrar as promessas de campanha da nossa presidente Dilma, do nosso prefeito Borga. Ambos fizeram promessas que não cumpriram e jamais cumprirão. A retomada imediata do mandato político, em caso de patente má-fé do candidato, que faz propostas irreais somente para angariar votos, talvez fosse a solução. Outra forma, seria criminalizar essas atitudes que tantos males ocasiona a nossa sociedade? Pense num tema que no mínimo precisa ser discutido pela sociedade.

A palavra do político deveria ser coisa séria, deveria ser verdadeira e logo cumprida. A deturpação que se fazem dela prejudica a sociedade que por sua vez é iludida. Nas eleições vivemos apenas a escutar promessas, jogadas nos horários eleitorais e nos eventos políticos e por quase todos os candidatos.

Agora, em outubro analise e conclua se as promessas do seu candidato podem ser cumpridas, caso forem falaciosas troque de candidato para o bem do Brasil. Você é o responsável.

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