Álvaro Dias em Videira

Videira – Em um fato raro, um candidato à presidência do Brasil esteve em Videira. Cerca de 200 pessoas entre lideranças de diversos partidos políticos, prefeitos de toda a região, vereadores, empresários, representantes de classes e associações, se fizeram presente no auditório da CDL para ouvir as propostas do senador pelo Paraná e pré-candidato a presidente pelo Podemos, Álvaro Dias.

A vinda a Videira foi articulada pelo deputado estadual Natalino Lázare, que é o líder do partido na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Essa foi também a última agenda de Álvaro Dias como pré-candidato. No sábado (3), a partir das 9h, ele será homologado candidato a Presidente da República na grande convenção nacional que o Podemos realiza.

Refundar o Brasil

Bastante conhecido do Sul do país, por ter sido governador do Paraná, Álvaro Dias defende uma reforma política no Brasil e vai além, diz que é preciso “refundar a república”. Ele reconhece também que há um grande descrédito em relação aos políticos, à política e às instituições públicas.

“O mote da minha campanha é a refundação da república.  Houve uma desconstrução da nossa república. A casa caiu e agora temos que reconstruir tudo. Só assim poderemos voltar a sonhar com uma grande nação. Para isso, precisamos mudar o sistema político, de governança, fazer uma reforma constitucional que oferecerá mecanismos para realizarmos outras mudanças. Atualmente vivemos em um sistema corrupto, incompetente que é mais um balcão de negócios e fábrica de escândalos. Ninguém aguenta mais isso, por isso proponho refundar a república” explicou.

Sua estratégia é constituir uma equipe qualificada técnica e profissionalmente. “Assim que eleito, o presidente da república deve convocar os melhores profissionais para cada lugar, sem interferência partidaria. Pois, os partidos políticos quando indicam pensando em arrecadar fundos para uma próxima campanha eleitoral e não visando resolver os problemas da população”.

Estatais

Álvaro Dias defende também a privatização de quase todas as empresas estatais. Para ele, deve-se apenas preservar aquelas que são estratégicas e necessárias para o Estado. O Senador acha que ter 146 empresas estatais é demais. Ele frisa que 38% delas foram criadas durante o governo do PT, “e foram utilizadas como cabides de empregos para sustentar o poder”.

“É preciso enxugar o Estado e a privatização dessas empresas estatais é uma providência necessária. Obviamente, não iremos privatizar Banco do Brasil, Caixa Econômica e nem Petrobrás. Podemos sim privatizar serviços ou prospecção de petróleo da Petrobrás, as refinarias, estabelecendo, inclusive, uma competição entre empresa pública e empresa privada em áreas ligas à Petrobrás”

Alto Custo Parlamentar

Outra bandeira levantada pelo pré-candidato é a redução do tamanho do Congresso Nacional, diminuindo o número de Senadores, deputados estaduais, deputados federais e vereadores. “Isso é sinônimo de economia. Teríamos um legislativo mais enxuto, econômico e mais qualificado. Eu creio que conseguiremos aprovar essas reformas, embora para muitos elas possam se apresentar como impossíveis, já que afrontam os interesses dos próprios políticos. Mas, o apoio da população é suficiente para que os políticos se rendam. Na verdade, quem não atender esse apelo de mudança do povo brasileiro será atropelado e será substituído na primeira oportunidade”.

 

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